terça-feira, 6 de julho de 2010

Quero Quero

Ai, eu quero, quero tanto
Que você me aceite do jeito que eu sou
Muito inibido, recatado, tímido, puro de amor
Ai, eu quero, quero tanto
Que você me aceite do jeito que eu sou
Arrebatado, atirado, rápido, sem pu..dor
Sempre nessa vida solta
Fazendo a gente se chegar
Ao encontro natural
Muito bom de se ficar
Ai, eu quero, quero tanto
Que você me aceite do jeito que eu sou
Muito inibido, recatado, tímido, puro de amor
Ai, eu quero, quero tanto
Que você me aceite do jeito que eu sou
Arrebatado, atirado, rápido, sem pu..dor
Ai, eu quero, quero tanto
Que você me aceite do jeito que eu sou
Muito inibido, recatado, tímido, puro de amor
Ai, eu quero, quero tanto
Que você me aceite do jeito que eu sou
Arrebatado, atirado, rápido, sem pu..dor
Sempre nessa vida solta
Fazendo a gente se chegar
Ao encontro natural
Muito bom de se ficar
Ai, eu quero, quero tanto
Que você me aceite do jeito que eu sou
Descabelado, malucado, doido
Mas muito integrado nesse nosso amor

Claudio Nucci

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Inacabado

Até que ponto vai a rigidez?
Qual a palavra que te deu a insensatez?
Pra onde foi a dúvidas?
O por que de tanta fúria?

O espaço foi o pedido
O silêncio foi sugerido
O dor é pertinente
A certeza inexistente.

Fechou-se, não deixou nem se criar
Foi embora sem avisar
Conteve a lágrima, partiu os olhos.
Obteve da página um gosto de ódio.

Só houve fuga, a fuga da rosa
O espinho secou
Não foi regado
Apenas inacabo.

Germano Gomes

terça-feira, 29 de junho de 2010

Opção

Um dia, uma dúvida, várias palavras
Uma conduta.
Nem com todo amor se cura, nem com toda dor se mucha
É a certeza e o não, é o prazer e o fim.

A estrada que não se faz, a idade que trai
A verdade que é sua, a mentira que é nua.
E do ego se faz o gozo, e da prece se dá a mão.

Como todo dilúvio, o pingo é só começo
O chão a inundação
Abre os braços, pede abrigo
Abre a blusa pede perdão
Fecha o riso que está timido
Fecha a mão com intenção.

Tristeza será?
Liberdade talvez?
Agonia em estar
Tentativa de não ter.

Germano Gomes

terça-feira, 18 de maio de 2010

Guest

Todo anoitecer ele chega, sorrateiro.
Seja no luar, seja no calor do sono,
Seja no olhar vendo o amanhecer...

Sussurros, vestígios, regozijos.
O calor do sono ressuda,
O olhar pela janela embaça...

Sorrateiro ele fica,
Atormentador ele se vai...

E assim os clarões despontam e as palavras findam.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Agenda (Provisório)

Tudo é provisoriamente eterno para os poetas.
Tudo é eternamente provisório para os amantes.
E o poema apenas a configuração do instante.


Capinar

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Novos Tempos

Por Oswaldo Montenegro

Eu blogo
Tu orkutas
Ele telefona
Nós passamos e-mails
Vos fazeis sites
Eles internetam
E a gente não se encontra mais

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Bandeira

Eu não quero ver você cuspindo ódio
Eu não quero ver você fumando ópio, pra sarar a dor
Eu não quero ver você chorar veneno
Não quero beber o teu café pequeno
Eu não quero isso seja lá o que isso for
Eu não quero aquele
Eu não quero aquilo
Peixe na boca do crocodilo
Braço da Vênus de Milo acenando tchau

Não quero medir a altura do tombo
Nem passar agosto esperando setembro, se bem me lembro
O melhor futuro este hoje escuro
O maior desejo da boca é o beijo
Eu não quero ter o tejo escorrendo das mãos
Quero a Guanabara, quero o Rio Nilo
Quero tudo ter, estrela, flor, estilo
Tua língua em meu mamilo água e sal

Nada tenho vez em quando tudo
Tudo quero mais ou menos quanto
Vida vida, noves fora, zero
Quero viver, quero ouvir, quero ver
(Se é assim quero sim, acho que vim pra te ver)


Zeca Baleiro